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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Capítulo 01.

Acordei tarde. Detesto isso. E detesto ainda mais acordar com esses pensamentos na cabeça. Me assusto com a forma absurda de eu me descobrir um pouco a cada dia. Às vezes penso que sou um segredo. É tão grande o número de coisas que guardo dentro de mim, é tão grande o número de vezes em que chorei escondida, tantas vezes pude dizer e fiquei calada. Pois é, hoje isso não sai da minha cabeça. Eu sou um segredo, inclusive pra mim. Tenho até raiva de pensar que na maioria das vezes sou a metade, por ter medo de me revelar, de ser inteira. Olhei pela janela e o dia estava lindo. Por fora. Por dentro chovia e meus olhos se encheram de lágrimas. Eu quis chorar pelos amores que não amo inteiramente. Pelos amores que amo tanto, tão intensamente calada.
Uma vez disse a mim mesma que era um cadeado com três segredos e que só daria meu coração a quem descobrisse os três, estava enganada, foi um equívoco pensar assim. Quando me chegam os amores eu não tenho armas de defesa e me entrego, não por descobrirem meus três segredos: “reciprocidade, carinho e diário”, nessa ordem e não se sinta obrigada a entender, certo? Então, segredos e amores é o tema desse meu sábado de sol e chuva, “Um segredo e um amor” é a música de hoje. Os motivos disso são bem simples, a minha tarde vai ser linda ao lado da Sophia, mas pretendo falar sobre ela apenas depois de contar tudo o que aconteceu á tarde. Fica a promessa que hei de cumprir daqui a algumas horas.Mas não vai ser isso que vai me deixar sem o que falar sobre amar em segredo, ele, sim, ele... Natan. Querem saber a definição do nome? “Significa dom de Deus e indica uma pessoa que enfrenta o dia-a-dia com muito otimismo. Nunca desanima diante dos problemas, pois acredita que sempre encontrará força para vencê-los.” Eu não sei se é exatamente assim que eu o vejo, mas sei que eu não poderia saber devido ao nervosismo que me dá quanto ele está a menos de 20 metros de mim. Hora de pôr tudo em pratos limpos, ele é simplesmente o amor da minha vida, meu primeiro amor. Amor platônico, o que, claro, não torna mentira os dois primeiros. É algo meio impossível, eu assumo. Mas o que é que eu posso fazer? Eu não pedi e nem escolhi que fosse assim, mas é. E tirando a Sophia e a Lorena ninguém sabe disso, meu segredo, meu amor. “Um segredo e um amor, o que será maior em mim? O segredo desse amor não pode mais viver assim...”, é assim que eu me sinto com vontade de contar tudo ao mundo e a ele, mas não sinto a coragem que preciso para tal. Um dia hei de rir disso, mas hoje dói. Ele leciona no mesmo colégio onde estudo e onde encontro com a Sophia na hora da saída para nossa conversa matinal sagrada. Bom, ele é a luz dos meus dias, o farolzinho que está sempre aceso quando eu preciso me localizar e o não e o sarcasmo que são os únicos no mundo que não me machucam, amada ironia.Hora do almoço, depois vou sair com a Sophia, ah... Espera, eu já disse isso não é? De qualquer forma, de tarde conto tudo.
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E aqui estou eu de novo, poderia ter sido a tarde mais maravilhosa se ela não fosse uma despedida. Era como se não, mas sim, eu tinha planejado tudo. Ou tentado planejar. Toda despedida dói muito, É como final de novela. Um pouco pior. Um abraço nunca é suficiente, os beijos são facilmente apagados e os cheiros, ah os cheiros, esses são a marca de todo contato. Eu vou sentir você perto de mim o tempo todo. She who always seems so happy in a crowd. Whose eyes can be so private and so proud. Eu sentiria falta da alegria e dos olhos misteriosos. O celular tocou, já não tínhamos tempo nenhum. E que ainda tivéssemos a vida toda.
Fico triste ao imaginar o tempo que ficaremos sem nos ver. Tenho vontade de guardar tudo pra mim, pra não sentir falta, pra não sufocar na ausência. Ela estava tão linda. Nós conversamos bastante, sobre coisas sérias e simples, sobre nada e sobre a vida toda. Não sei porque, mas pra mim é muito difícil falar de Sophia, ela é meu tudo, minha guia, meu porto seguro, minha vontade de crescer a cada dia. Nós somos tão parecidas. Deve ser por isso que não consigo descreve-la. Falar nela é como falar sobre mim e isso é muito complicado. She who always seems so happy in a crowd. Whose eyes can be so private and so proud. Ela é essa pessoa feliz na multidão, ela é dona desses olhos misteriosos, ela me ensinou o que é emoção e já me fez chorar de tanta felicidade.
Enfim, eu queria que os passeios com Sophia durassem a vida toda, e creio que vão durar. Aqui não posso descrever em detalhes e nem contar tantas coisas, por motivos que você um dia saberá, mas na minha memória tudo estará sempre vivo e intacto. Confesso que mais vivo do que intacto.
Eis mais um motivo para que eu seja um segredo. Mais um motivo pra eu me perguntar o que será maior em mim, o segredo ou o amor? O amor é o meu segredo.
Já é noite e me cerco de todas as sensações boas e ruins que tive hoje. Estou na varanda e a Lua me chama a atenção de um jeito que me faz sentir como se fosse parte dela. Lua. Eu gosto do meu nome e se você é o meu diário será “O Diário da Lua”. Boa noite, até a sensações e os segredos de amanha.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

•prólogo, ♥

Oi, meu nome é Lua. Na verdade é Luana, mas eu gosto mais de ser a Lua, me sentir como a Lua e pensar por um momento que seja que o mundo gira ao meu redor. E eu gosto muito do que Luana significa... Um significado de atitude que não permite duplas interpretações: “Nome de pessoa bastante intuitiva e perceptiva das situações de perigo, como se contasse com um radar. Ela é fiel e exige fidelidade em troca.” Mas hoje, eu vou escrever sobre a minha vida, não é egoísmo nem nada do tipo, é um exercício de autoconhecimento. A minha vida é baseada em quatro colunas, colunas essenciais que tornam a junção de momentos, uma vida. Ela é basicamente regida pela música, pelas pessoas, pelas cores e pelo amor. Eu acordo, eu respiro e sinto amor em cada momento, de todas as formas. É verdade, você já parou para pensar no amor? Aquele friozinho na barriga quando um amigo te abraça é amor, aquele sorriso quando uma borboleta passa radiante à sua frente é amor, cada sorriso, cada beijo, cada abraço, tudo isso, e até mesmo um bom dia, é amor. É o amor pela natureza, pela beleza e pela vida. Viver sem amor é algo que não existe, Quando se ama profundamente até doer, aí sim é o sinônimo de viver intensamente cada momento. Ame, eu amo.
E as cores? Devem estar todos rindo pensando que sou uma boba de amar as cores e considerá-las essenciais! Assumam, é bobo, é muito bobo. Mas me digam se há algo melhor do que ser bobo? Ser bobo traz felicidade e isso não pode ser ruim. Enfim, o que eu quero dizer na verdade é a importância das cores... O Brasil é verde e amarelo, são as cores dele. O vermelho me ilumina, o preto me aquece e o branco clareia, o verde representa a natureza, o amarelo representa o sol, cada um tem sua cor favorita, que é tão importante quanto seu filme favorito, ou talvez seja bem mais importante. Eu tenho pena daqueles que não tem tempo de amar as cores, de olhá-las... Todos têm seus dias rosa (tudo bem meninos, os dias bons de vocês podem ser azuis ou, seja lá qual outra cor.), mas eu acho que são os dias pretos e roxos que nos fazem humanos. Não é fácil ser humano, mas as cores podem ajudar. A minha cor é a cor da Lua, a cor do céu, que combina com as estrelas e que é objeto de admiração de muitos, me incluam no muitos, por favor... Claro, eu estou falando do azul, ou como prefiro que chamem: Blue. Eu amo quando na vida está tudo blue, você não?



Nossa, acho que eu deveria ter começado pelas pessoas não é? Decerto devo estar meio insensível hoje, acontece com freqüência comigo. De qualquer forma eu acho que conhecendo as pessoas como eu conheço de fato, elas não costumam se importar com quem está na frente, não quando esse alguém não se trata de si mesmos, sejamos francos, sem isenção de culpa, eu também sou assim. Quem não precisa das pessoas? Eu preciso amá-las e odiá-las, sofrer e sorrir ao lado delas. Eu aprendo muito com elas e ensino também, acredite. Minha vida é basicamente... Onze. Isso, meus sete amores, meu grupo, minha panelinha, meus amigos, chame como quiser, só não se esqueça do meu, e antes que alguém proteste, eu preciso confessar que eu sou tão deles quanto eles são meus, eu os amo incondicionalmente. E um que eu não poderia esquecer é o meu pequeno segredo, uma figura especial que torna meus dias mais simples e significativos, o meu secreto amor, só ele. Bom ainda tem uma pessoa essencial para mim, ela que é um meio termo em mãe e melhor amiga para todo o sempre. Nós temos uma cumplicidade e uma reciprocidade em tudo que além de não ter preço é um dos fatores que me fazem ser feliz! Pensou que havia terminado? É, todo mundo tem muito que falar sobre as pessoas... Sinto muito, não termina por aí, tem mais dois, que são para se dizer um mínimo são as pessoas mais importantes da minha vida, as que eu mais amo, que não posso imaginar quão seria terrível minha vida com a falta dos dois, uma moedinha para quem acertar... Quem quer tentar? Exatamente, você acertou... Pais. Falamos deles, bem e mal, brigamos com eles, brigamos por eles, mas tanto eles quanto nós sabemos que não há vida com a ausência de algum dos lados, é um amor, uma cumplicidade, um carinho tão divino, tão maior do que tudo que existe na Terra, tão maior do que as barreiras impostas por nós mesmos... É algo que simplesmente supera tudo. Ah, eu os amo e como amo. E não me esqueço de lembrá-los disso em uma rotina que todos chamam de incomum e engraçada, e quer saber? Ela me faz bem. Vê a ironia, a rotina faz bem! É isso que eu quero que você veja e conheça, a minha rotina, eu quero te mostrar como amar o mundo e a vida, me deixa te mostrar a alegria, mas antes eu preciso falar da música, que é o começo de tudo, é o começo de todos os meus dias e foi também o começo da minha vida, sinto que é o momento perfeito para registrar uma conversa que tive com mamãe há uns bons meses atrás...

Bom, perguntei a ela como havia sido o dia em que nasci e ela me contou algo que de lá para cá mudou toda a minha vida, eis tudo que me lembro do que mamãe me disse de fato: “Minha pequena Lua, - tenho certeza que ela começou assim, ela sempre começa... Principalmente em seus discursos de que se eu tentar ser grandiosa como os astros, irei sair machucada, mães! – que pergunta estranha heim? Mas venha que te conto tudo o que lembro. Como você já sabe, Lua, você nasceu de tardezinha, era um dia bem friozinho e nublado, choveu de manhã e choveu de novo quando você nasceu. Foi um dia de uma música só, mas não porque eu quis, os aparelhos elétricos estavam todos funcionando mal, nós estávamos no sítio do seu avô, e lá é um milagre quando se pode ver algum programa de TV, enfim... Só tínhamos uma música que eu amava que foi gravada em uma fita pelo seu pai, (Fita? Nossa, eu me senti velha agora!) a música chamava: “Menininha”, cantada pelo Vinicius de Moraes, e até hoje essa música é muito especial para mim, porque me lembra o dia mais feliz da minha vida”. Ah, essa é a hora que a gente se abraçou... E para quem não conhece a música, vai meu trecho favorito: “Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim, começando a viver... Fique assim, meu amor, sem crescer. Porque o mundo é ruim, é ruim e você vai sofrer de repente uma desilusão, porque a vida é somente teu bicho-papão”.

Bom, a minha vida começou com a música, e creio que com ela vá terminar e todos os meus dias têm uma música, eu vivo com trilha sonora e não preciso ser um personagem de novela para isso, é assim que eu amo ser, uma lua musical.


Ou você acha que existe algo que explica melhor a amizade do que: “Um amigo como você sempre faz tudo mais fácil. Eu sei que você estará comigo o tempo todo, em todos os bons momentos e ruins. Você sabe que eu estarei sempre por perto para qualquer coisa você pode contar comigo.”, ou algo que expresse melhor o amor do que: “Mais que palavras é tudo o que você tem que fazer para tornar isso real, daí você não precisaria dizer que você me ama porque eu já saberia”. Moral da história? Aonde eu quero chegar com tudo isso? Bem simples: “Seja um astro e deixe a música te guiar, não recuse a ajuda daquela que é a única que pode te ajudar, a magia, a música...”. Bom, isso é tudo. Boa Noite querido diário, amanhã hei de dar-te um nome, prometo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Diário da Lua

Blog para postagem de um livro nosso, "O Diário da Lua".
Escrito por: Lia Wagner e Rita Braga.


:)